11 de junho de 2007

F1, segurança e... YouTube

Sempre gostei de F1, assisto desde novinho. (Lá vai tempo). Um dos "prazeres proibidos" de assistir corridas é a chance de ver um acidente espetacular; é o tipo da coisa que dá uma curiosidade danada, mas que ninguém em são consciência jamais desejaria para qualquer pessoa.

Já vi vários acidentes na F1, sempre pela TV (nunca fui numa corrida apesar de sempre pensar nisso). Assisti, entre outros, o acidente que matou Ronnie Peterson nos anos 70, o acidente que matou Gilles Villeneuve, e o acidente que matou Ayrton Senna. Mas também vi o acidente do Burti em Spa, a capotada sensacional do Gugelmin em Paul Ricard, sem contar as dezenas (literalmente) de acidentes do Andrea De Cesaris. E fazia tempo que não se via um acidente grande "de verdade" na F1, até ontem. No GP do Canadá, aconteceu um acidente horroroso com o Robert Kubica, uma das boas promessas da nova geração de pilotos. O comentário do Niki Lauda foi sintomático - "no meu tempo uma batida dessa dava para matar o piloto duas vezes". Ou mais.

Agora, sabendo que tudo está bem com o polonês, começa a investigação das causas e de como um acidente dessa magnitude pode ser minimizado. A imagem oficial da TV não é boa, mas uma câmera localizada na arquibancada próxima "grampo" pegou uma imagem fantástica. Obviamente foi postado no YouTube. Selecionei algumas imagens, dá para analisar a trajetória do carro:





A batida foi do pior tipo possível, o carro "decolou" quando transitou da pista para a grama na área de escape. A câmera oficial dá a impressão que o carro "chapa" de frente no muro, o que obviamente não é verdade. Nota-se que o carro bate num ângulo de mais ou menos 45 graus, o que permite que um pouco da energia seja dissipada. Note que o carro também "trisca" o muro atrás do qual havia outro carro, mas felizmente não toca nele.

O mais impressionante é o resultado final. Um tornozelo quebrado e um baita susto. Palmas para a segurança dos carros modernos, mas também, palmas para o YouTube, que nos permite ver essas imagens exclusivas... sem ficar dependendo das redes de TV.

2 comentários:

Érico disse...

Foi um acidente horroroso, daqueles que param o coração de qualquer um. Quando o carro parou e a cabeça do Kubica caiu para o lado, lembrei imediatemente do Ratzemberger em Ímola 1994.

Algumas coisas podem ser feitas para que um acidente como aquele não se repita. Coisas como reposicionar o muro de concreto antes do hairpin, ou mesmo o tornar mais alto, já que o kubica quase voou por cima dele. Também é necessário que aquela pequena área de escape seja revista e a lombada que lançou o Kubica eliminada.

Também acho que vale a pena iniciar uma investigação para saber exatamente qual o papel do Trulli no acidente, se ele ele fechou o Kubica, se houve algum toque na chincane antes. Villeneuve foi punido após manobra parecida para cima do Montoya em Suzuka 2005. Pelo que vi, acho que o Trulli também merece punição.

É isso. A célula de sobrevivência funcionou e o carro se mostrou tão seguro quanto possível. O HANS parece ter sido fundamental também. Pouco anos atrás, as conseqüências teriam sido muito piores.

PS: também participo do fórum no autosport.com. Posto como Atreiu

Carlos Ribeiro disse...

Érico, postei lá no Autosport um comentário sobre o acidente. Das duas uma, ou o Kubica foi otimista e tentou enfiar o bico do carro onde não cabia, ou o Trulli fechou a porta. Aquele lugar do circuito não é ponto de se fazer nenhuma das duas coisas. Isso precisa ser investigado, e eles podem descobrir muito se olharem para a telemetria. Espero que façam isso...

Ah, e obrigado pela visita!