5 de maio de 2005

De volta: Intel x AMD, Google x Microsoft

Os rascunhos rotos estão de volta! ou pelo menos, esta é a intenção. Fiquei sem atualizar este blog por um bom tempo, devido a algumas mudanças pessoais e profissionais importantes. Agora, estou com meu tempo um pouco mais estável, e espero poder manter o mesmo nível de atualização de outros tempos.

Pra começar, um pouco de comentários sobre novidades...

Comprei um PC há cerca de três meses. Escolhi um Sempron 2400, que tem um ótimo desempenho, e que está me satisfazendo plenamente. Aqui no meu (novo) trabalho, estamos comprando PCs também, e há uma definição preliminar pelo uso do Pentium IV. Eu me pergunto, o que é que faz com que muitas pessoas ainda tenham a percepção de que o 'Intel Inside' vale mais? Acho difícil de sustentar o argumento; afinal, a AMD é uma empresa de grande porte, com investimentos pesados em R&D. Por isso, fiquei ainda mais interessado ao ler uma análise técnica sobre os recentes chips de 'dual core'. Segundo o autor, a Intel está perdendo esta batalha.

Para quem não acompanha, esta é a nova moda para melhorar o desempenho e manter a lei de Moore viva. Colocando duas CPUs em um único chipset, pode ser obtido um desempenho superior ao de um sistema SMP tradicional, porque a arquitetura já está internamente otimizada para trabalhar desta forma. Imagina-se que no futuro a técnica de núcleos múltiplos venha a ser usada em uma escala cada vez mais ampla, até chegarmos a múltiplas CPUs multiprocessadas em um único chip... no desktop.

Outro tema que me interessa há muito tempo é a crescente batalha entre Google e Microsoft. Parece que o Google conseguiu uma façanha inédita: criou um novo campo de batalha onde os métodos tradicionais da Microsoft não se aplicam. A batalha deve estar sendo um exercício de impotência e humildade para a gigante de Seattle. Como combater alguém que em momento nenhum se coloca como concorrente, e mesmo assim, consegue agregar mais valor aos usuários através de ferramentas livres do que qualquer coisa que a Microsoft faz.

Na minha pouco informada opinião, a Microsoft prova um pouco do seu próprio remédio. Seu controle sobre o mercado é baseado em algumas premissas que não se sustentam em um mundo altamente conectado. Em um certo momento, ela poderia ter liderado a carga para um mundo mais aberto, através de extensões para o Internet Explorer e outras coisas do tipo. Mas ela achou que já tinha afastado o risco, e decidiu concentrar os esforços em um novo sistema fechado, o seu 'Longhorn', para manter o controle das coisas do jeito que elas eram antes.

Provavelmente, a Microsoft acordou tarde demais. O que interessa agora não é software puro, mas informação. O Google sabe lidar com a informação melhor do que ninguém. Resta saber qual será a estratégia da Microsoft. Não seria estranho vê-la entregando os anéis para não perder os dedos. Hoje, a empresa tem múltiplas divisões, e talvez seja melhor se consolar com um papel reduzido na sua tradicional área de domínio e continuar crescendo em faturando nas outras linhas de negócio onde a empresa já tem obtido bons resultados (particularmente jogos e conteúdo digital). Mas talvez ela queira levar a disputa às últimas consequências. Espero que nós, usuários, possamos contar com uma luta limpa, e com muita evolução tecnológica como consequência desta disputa. Por outro lado, espero que não se busque uma saída jurídica, como restrições ao que pode ser feito via Internet - já pensou se o Google acaba proibido de indexar conteúdo, por causa de alguma decisão relativa a direitos autorais, ou coisa que o valha?

Um comentário:

fgsouza disse...

Bem-vindo de volta!
Minha ultima CPU Intel foi meu primeiro micro X86, um Pentium I 166 MHZ! :)
Depois disso só AMDs, começando pelo processador em que ela se estabeleceu de vez no mercado, o K6II.
Para jogos as cpus AMDs ja sao há um bom tempo as melhores, e esta é a area que exige mais desempenho hoje em dia. Além disso um processador AMD de desempenho semelhante a um Intel é sempre mais barato, ou seja, sempre o melhor custo benefício.
O core do processador Athlon se mostrou muito mais versátil do que o do Pentium IV, tendo desempenho alto em clocks mais baixos do que os semelhantes Intel.
Além disso a estratégia de 64 bits da AMD foi mais inteligente, tanto que a Intel teve que botar o rabo entre as pernas e copiar o novo set de instruções do AMD 64 bits.
A Intel ainda ganha em processadores para dispositivos móveis, mas a AMD tem investido pesado nessa área.
A AMD só não cresce mais devido a acordos estratégicos de empresas com o a Dell com a Intel.
No outro assunto, tomara que o Google realmente aguente sua batalha com a M$.